sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Bom Carnaval!!!

A Equipe Constantine deseja a todos um ótimo Carnaval!!!


Divirta-se com responsabilidade!
Não se esqueça de usar preservativo.
Use filtro solar!
Se beber não dirija!
Preserve a vida.... a sua e a dos outros!
Bom feriadão!!!

Sentimentos Dilacerados

Um dia você conheceu alguém que o (a) preencheria. Investiu suas emoções nesta pessoa que passou a ser tudo para você. Sonhou, traçou planos, metas, a relação ganhou corpo, solidificou-se.  Sua alma, segura, sofre um surdo golpe do “destino”. Sem te avisarem, você foi “morto(a)”.  Você não sabe bem como, pois toda a lógica interna ainda responde àquela relação que se foi em segundos, para o ralo, mas você não sente que foi. 

 Não entendeu ainda o que aconteceu. Não compreende que tudo ao redor, sua rotina, os lugares por onde acabou de passar, os mesmos de anos, não o serão mais. A sensação de assalto a sua vida. O que está acontecendo? Do fundo da alma, a dor que tenta localizar... por onde caiu e quebrou aquilo que até momentos atrás existia? estava aqui... Dor, desespero. Não é amanhã que se resolve. Em alguns segundos, cinco ou até quinze anos  desapareceram, como se tivessemos acordado de um sonho. Não te avisaram. Te mataram e você não viu.

Aqui não se trata de um conto, mas de uma possível descrição de um dos piores sentimentos que a humanidade não tolera: a traição. A sensação de luto, no caso, da perda de alguém que ainda vive, mas com outra pessoa, ou que simplesmente não o(a) quer por perto, é a sensação de estar morto(a). A traição  faz o traído sentir ao mesmo tempo  a repulsa,  não só de si mesmo que o(a) faz sentir-se o pior dos seres por ter se deixado levar por aquele(a) que te fez acreditar que o(a) amava, mas também por  aquele (a) que, por mais que tenha evaporado nesses últimos segundos, ainda vive atrelado a sua alma. E você não tem como se desmembrar agora. O peso da dor obscura da alma o(a) dilacera, por anos e anos. Muitos não superam. Morrem em parte.

O drama de Cristo no Gólgota, humilhado e ofendido, simplesmente por não ter feito nada, além de amor e dedicação. “Pai, perdoai-lhes. Eles não sabem o que fazem.” A sensação de se sentir profanado(a), cuspido(a), é a sensação  do Cristo. Morreu na cruz para nos salvar. Mas não entendemos nada.Jogamos a pedra na cruz. Continuamos com as cicatrizes que nos marcaram no Gólgota.  Não entedemos que a pedra lançada era contra o Cristo em nós mesmos.

Podemos encontrar na literatura alguns exemplos dessa sensação.  Um deles em  O Desprezo, do italiano Alberto Moravia que foi transformado em filme pelo cineasta Jean-Luc Godard, protagonizado por Brigitte Bardot. A história de um casal que começa a se dissolver à partir do momento em que Camille (Bardot) começa a desconfiar que seu marido, o roteirista Paul Jamal (Michel Picoli) está com intenções de empurrá-la para o produtor  Prokofiev (Jack Palance). O jogo que Camille começa a fazer com Paul, o leva aos limites da loucura tendo como pano de fundo,  a Odisséia de Homero.

Podemos ver o mesmo em Sem Olhos em Gaza de Aldous Huxley e em O vermelho e o Negro de Stendhal. Neste último, o desesperado Julien Sorel, não sabe o que fazer, pois está perdido de amor por Mathilde, que o despreza.  Um amigo ensina-lhe a política russa, ou seja, tratá-la como se não significasse mais nada para ele, inventando uma série de artifícios para conquistá-la. E a prática cruel funciona e Julien a tem diante de seus pés, implorando por seu amor. A sensação de traição ocorre devido a ignorarmos nossa própria cultura, não prestarmos atenção no que ocorre ao nosso redor; olhamos para nós mesmos a vida toda. Não nos  preparamos por ignorarmos os “mecanismos” que regem a sociedade, o que a maldade do mundo por séculos e séculos, resultado do medo da vida, gera.  Vigiai disse o Cristo, mas dormimos.
 
Alexandre Morillas Marques

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

As máscaras despertam a fantasia, a criatividade e a imaginação!
As pessoas ficam mais sedutoras e misteriosas quando estão usando uma máscara!


Este modelo é feito em metal leve, esmaltado e com aplicação de cristais.
Edição limitada. Disponível na Constantine!

Escolha o seu modelito e arrase no Carnaval!!!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Para ler e refletir...

Cultura – A Marcha social: NÃO INTERESSA PARA ONDE VAMOS.
Nascemos e não sabemos para onde vamos. Eis o grande lance da natureza: nos tirar todo o significado das coisas.  Desespero para os ocidentais que, ao posicionarem-se do lado esquerdo do mundo, esqueceram onde deixaram os olhos, os ouvidos... o corpo.
Os europeus acabaram optando não se sabe quando e como, pela cegueira, aquela que Cristo, ao cuspir nas palmas das mãos e leva-las  aos olhos do cego, traria de volta  o Reino dos Céus. Dostoiévski descreveu essa tentativa cristã através do sonho de um homem ridículo. Este sonhou que foi parar num mundo distante onde a “praga humana” não existia, acabando por contaminar esses seres extraordinários, tornando-os comuns. Inveja, ciúmes, daqui a pouco o mundo inteiro começou a ter medo, medo, medo. O homem contra o homem, luxúria, dor... desespero.
Voltando a Terra, surge o Livro Sagrado em algum momento de nossa história, pregando o Pecado Original.  Todos nascemos com o processo de Kafka nas costas e assim passamos  nossas vidas. Culpados. É muito difícil atingir o Reino de Deus, ou seja, voltar à infância, aos prazeres sem o compromisso da dureza e o convívio com a maldade do mundo. Nossa educação nos ensinou que a vida é dura e petrificamos nossa musculatura  resultado de nossa particular forma de pensar o coletivo. Nossa imaginação é  fruto de um roteiro baseado em valores, na sua maioria terríveis, transpostos pelas caras e tons de voz dos adultos, educados e “bem “ resolvidos. Fomos educados para ter medo.  
Na escola, já sentamos sobre carteiras frias e duras, basta lembrarmos dos bons invernos que passamos naquela sala de aula, com aquela professora saída de algum filme de terror. Primeira  e última lição: A vida é dura e fria. E a consciência precisa de uma polícia do cérebro, para nos lembrar para sempre disso. Dostoiévski sofria com isso, Kafka convivia com isso, Nietzsche enlouqueceu provavelmente com isso e Freud desmaiava com isso, o chamando de superego. Sartre foi mais longe dizendo que não tinha complexo de Édipo e nem superego. Em sua última entrevista em 1980, afirmou nunca ter sentido angústia. Para o deleite dos psicanalistas, o escorregão de Sartre  tornou-se clássico  em uma de suas respostas sobre a miséria:
“Enfim, eu a conhecia por meio dos outros. Eu a via, se quiser. Mas a angústia e o desespero não. Enfim, mudemos de assunto, porque isso não se relaciona com nossa pesquisa.”
Vemos aí, o homem com seus fantasmas,  incapaz de escondê-los de si mesmo. Pois o corpo não consegue  mentir. A busca por significados é o murro em ponta de faca que os ocidentais insistem em dar. A ordenação da realidade e toda a matemática, surgiu para dar a impressão de segurança. Leucipo e Demócrito falaram sobre o átomo. Os físicos modernos o “descobriram”, mas de diferentes formas. Dalton acreditava no átomo como uma bola de bilhar, Para Thomson , o átomo tinha a forma de um pudim contendo os elétrons representando as passas, Bohr representou-o rodeado de elétrons, formando órbitas em torno do núcleo, mas a maioria dos estudantes nunca se perguntaram, ou se perguntam sobre a realidade deste pequeno ser. O que é o átomo em si? A objetividade científica, através dos modelo de Newton e Descartes, que reforçaram a forma de ver o mundo através da lupa da ciência, desprezando as outras, tornou-se oficial e a única em matéria de “verdade”.
A psicologia ocidental entrou de cabeça nesse modelo e se perdeu em linhas e mais linhas dando um grande nó nos desesperados em busca de explicação. O problema do átomo, o modelo em si da ciência  é puramente humano, mas os estudantes afirmam que  as coisas são feitas de átomos. Dizem que é divisível. Se podemos dividir o átomo, este o será infinitamente. Como saber o que realmente um átomo significa, se é eternamente divisível?  O Universo é infinito, logo, ele não tem significado. Somos formados de quê? As pulsões de Freud viriam de onde? E para onde vão?  Onde começa e termina o Universo, essa escuridão que nos abraça, mas não revela seus segredos?  Mas porque eu tenho que saber a resposta ? A resposta de uma coisa que não tem significado? A vida é isso. E para nossa segurança, que é na terra e não em outro lugar, devemos parar de tentar olhar para o que nada significa e olhar para os lados, para os que nos rodeiam e significam alguma coisa. Isso basta.
No momento em que você fala para a spessoas o que as coisas significam, elas passam a não significar mais nada” (Stanley Kubrick).

Alexandre Morillas Marques.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Chá de Lingerie da Francini

Fran,
Que o seu casamento seja maravilhoso!!!!
Seja muito feliz!!!

 Chá de Lingerie

Beijo, beijo, beijo
Luciana Keller e equipe Constantine

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Estou muuuuuito feliz!!!!

Hoje é Aniversário da Constantine!!!!

São quatro anos de muito trabalho, muitos amigos e muitas alegrias!!!

Na verdade a loja já tem nove anos, mas a nossa união tem quatro... rs...

Felicidade para nós!!!! Beijo, beijo, beijo....

Luciana Keller